Delírios e Devaneios

Conversas no sofá vermelho...

20:33

E os azares continuam....

Publicada por Arisca |


Esta noite foi em sonhos...
Sonhei que tinha deixado os alunos a trabalhar e, como me sentia cansada, tinha vindo a casa dormir uma sesta. (??) Depois voltaria, meia hora antes da aula acabar, e inventava uma desculpa qualquer! (???)
O azar começou quando acordei mais tarde do que esperava. Depois, faltou a luz e, imagine-se, não conseguia calçar-me! Sim, é isso mesmo!
Insistia em tentar calçar o sapato esquerdo no pé direito (vai-se lá saber porquê) e não havia forma de conseguir ter os dois sapatos nos pés em simultâneo... E o tempo ia passando...
Andei numa enorme aflição, faltavam 5 minutos para a aula terminar e continuava com os sapatos fora dos pés!
Mas a minha sorte já está a mudar: acordei angustiada, cansada e aflita para ir à casinha. Como é que a minha sorte está a mudar? - No auge dos meus dias de aziago, teria feito chichi na cama!!

16:42

Azares em cadeia

Publicada por Arisca |



Sou uma alminha com muito azarada, graças a Deus!
No último Verão, no espaço de 2 semanas, avariou-se o leitor de DVD, o computador portátil e a aparelhagem. Avarias a sério. Estava tudo fora do prazo de garantia. Resultado: substituição. De tudo.
No final de Novembro comprei um aquecedor a gás. Redondinho. Giro. Moderno. Abri a caixa, no momento em que o ia pagar. Faltava-lhe um botão. Fui trocá-lo. O segundo tinha botão! Cheguei a casa. Não funcionava. Voltei à loja dois dias depois. Ia trocá-lo. Já não havia mais nenhum. Devolveram-me o dinheiro. Fui comprar outro igual, a outra loja. Tinha botão. Funcionava. Funcionou. Um mês. Nem mais um dia. Levei-o à loja onde o tinha comprado. Esperei um mês. Na loja, não conseguiram voltar a entrar em contacto com a assistência técnica. Devolveram-me o dinheiro. Passei um mês a tiritar. Hoje fui comprar outro aquecedor. Quadrado. Feio. Tem botão. Funciona. Por enquanto.
Feliz da vida, fui arrumar a casa. Avariou-se o aspirador.


Moral da história: Oh tu, aí em cima... Sim, tu. Estás a brincar comigo, certo?

13:18

Lições de Pessoa

Publicada por Arisca |



Andava eu numa das minhas deambulações numa livraria de Lisboa quando assisti a uma conversa que me deu que pensar:
- Onde estão os livros de Fernando Pessoa? - perguntou uma cliente
- Ali, naquela secção. - respondeu, solícita, a funcionária.
- Ah, é que vi lá o Alberto Caeiro e o Álvaro de Campos, mas o que eu queria é "mesmo" do Fernando Pessoa.
- Qual é o livro que procura?
- O Livro do Desassossego.
- Esse não é do Fernando Pessoa. Acho que é do Bernardo... Não, é do Bernardino Ribeiro. É isso!

Cliente e funcionária iniciaram a procura do tal livro. O do Desassossego. Se se trata do "desassossego" de Bernardim Ribeiro (posto em tal estado devido, talvez, a uma certa "Menina e Moça") ou do "desassossego" de Bernardino Machado (ainda às voltas com os problemas da República), já não sei.
O mais extraordinário aconteceu depois.
Juro-vos! Eu vi!
Juro-vos que vi Bernardo Soares, que ouviu a conversa, saltar da estante, indignado, com O Livro do Desassossego em riste. Atirou o livro, que acertou na cabeça da funcionária, deixando-a quieta, muda, calada e sossegada durante uns minutos.

Pronto. Confesso. Não vi. Imaginei.

Ps: Eu não acho que toda a gente tenha de saber quem foi Bernardim Ribeiro, Bernardino Machado, Bernardo Soares ou Fernando Pessoa. Não acho que se seja mais feliz por isso. Conheço excelentes pessoas que nunca ouviram falar de nenhum deles.
Mas alguém que trabalha numa livraria, se não tem a certeza do que está a falar, não devia, pelo menos, informar-se antes de dizer disparates? Digo eu...

21:40

Indignação

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Absolutamente fabuloso!
Indignação, de Philip Roth, conta-nos a história de Marcus Messner, um jovem oriundo de uma família de talhantes kosher de Nework que vive dividido entre o desejo de terminar o curso com a nota máxima, a necessidade de se emancipar, e o medo de ser enviado para a Guerra da Coreia.
"O mais pequeno passo em falso pode ter consequências trágicas".
Esta é uma história de perseverança, inconformismo, indignação. - O título não podia ser mais adequado!
É também uma história de ternura. E de solidão.

20:20

Daisy Miller

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Um dos clássicos da literatura.
Winterbourne e Daisy Miller conhecem-se em Vevey e o jovem sente-se imediatamente atraído pela beleza de Miss Daisy e, principalmente, pelo à vontade com que esta infringe as regras de boa conduta de uma sociedade profundamente conservadora.
Reencontram-se em Roma e a opinião de Winterbourne a respeito de Daisy Miller oscila: pura, inocente e espontânea ou simplória e vulgar? O jovem não se consegue decidir nos seus juízos.
Uma história de amor, sedução e preconceito. Daquelas que se lêem numa tarde de Inverno, sem sobressaltos.
De vez em quando, sabe-me muito bem ler um livro assim!

20:02

O Mar em Casablanca

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Foi o primeiro livro que li de Francisco José Viegas.
"Conheço-o" dos programas sobre livros e literatura, das excelentes entrevistas a escritores, mas não conhecia a sua escrita.
A vida do detective Jaime Ramos cruza-se com um dos casos que investiga e serve de mote para recordar e tentar descobrir o que realmente aconteceu a Adelino Fontoura, em África, durante a Guerra Colonial.
Jaime Ramos, Adelino Fontoura, Mariana Serra, Isabel Castro e Benigno Mendonça cruzam-se ao longo da história e a dificuldade está em estabelecer a relação entre eles.
O policial não é o meu género favorito, mas já li policiais que me prenderam da primeira à última página.
O Mar em Casablanca agradou-me, mas esperava mais.
Esperava mais suspense. As analepses e prolepses estão lá, os recursos e as figuras de estilo também. Contudo, senti um certo atabalhoamento nos últimos capítulos, uma espécie de urgência na resolução do mistério, que me desiludiu um bocadinho. É pena.
Li as últimas linhas e pensei "soube-me a pouco".

23:26

A Promessa

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Amanhã.
Prometo que é amanhã.
Amanhã falarei contigo e visitarei os amigos que tenho andado a evitar.
Amanhã vou resolver todos os problemas e chatices dos últimos dias.
Amanhã acordo cedo e regresso ao mundo dos vivos.
Prometo que vou andar pela rua sem medo do frio e da chuva.
Sentar-me-ei à janela a saborear uma bebida quente.
Vou estar com outras pessoas, conversar e, com alguma sorte, pode ser que até consiga dar uma garganhada. Vou tentar.
Prometo que amanhã saio desta concha, do ninho, do casulo.
Amanhã volto à vida. Prometo.
Mas só amanhã. Agora deixa-me descansar.

14:33

Ajudar a aprender

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Artista: Rui (In- Provavel)

Soube desde muito cedo o que queria ser quando "fosse grande". Queria ser professora. Simultaneamente quis também ser cabeleireira, ama, cozinheira, arqueóloga... Mas professora, sempre!
Não sabia o que queria ensinar. Não era importante. Aliás, só quando fiz os exames de acesso à faculdade é que comecei a pensar em ensinar Português. Já na faculdade, descobri que isto de se ensinar Português era demasiado vago. Com o tempo as coisas foram-se clarificando nesta cabeça confusa e descobri que queria ensinar Português a estrangeiros.
Mas há um longo caminho entre "querer ensinar" e "conseguir ensinar"...
Passaram-se mais de dez anos desde a primeira aula e ainda não consegui deixar de sentir uma certa frustração sempre que alguém não atinge os objectivos mínimos... Tenho consciência de que faço o melhor que sei e posso, mas... Nem sempre o meu melhor é suficiente!
Se me perguntassem hoje "O que é queres ser quando fores grande?" a minha resposta não seria a de outros tempos. Em vez de "ser professora" responderia "quero tentar ensinar".
A grande compensação é que, no meio disto tudo, sinto um orgulho enorme quando os ouço conversar, fora das aulas, em Português...

20:55

Outras histórias

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Sentei-me no sofá da sala. À minha frente, duas estantes apinhadas de livros. Uns arrumados na vertical, outros na horizontal. O critério é simples: o da economia de espaço. Gosto de ficar a olhar para eles, tiro um ou outro, leio as contracapas, folheio-os, namoro-os, volto a arrumá-los no lugar.
Os títulos fascinam-me. É-me difícil resistir a um bom título mesmo sabendo que isso não é garantia de um bom livro. Às vezes imagino que outra história se poderia acolher sob o mesmo título. Foi o que aconteceu com "O Nome da Rosa".

Hoje dei por mim com "A Soma dos Dias":

Foto: http://www.flickr.com/photos/21873122@N08/2490580130/

Ela não era como as outras mulheres do seu tempo. Não se casara, não tivera filhos e escolhera uma profissão num tempo em que as mulheres não trabalhavam.
Nasceu antes de tempo. Num tempo que não estava preparado para mulheres assim. Não cuidou de criancinhas abandonadas nem de enfermos esquecidos numa cama de hospital. Ninguém sabia o que fazia dos seus dias. Dizia-se que trabalhava no teatro, que dormia de dia e trabalhava à noite. Talvez fosse actriz num antro de maus costumes...
A família desistiu de lhe fazer perguntas e tolerava-lhe as excentricidades. Teve amigos e amantes, mas não suportava sentir-se presa.
Um dia anunciou que já não vivia sozinha. Tinha um companheiro, aos 75 anos. As pessoas riam-se com aquela paixão extemporânea e inusitada.
Ela ignorou as críticas veladas. Escolheu não se contentar com a soma dos dias.

17:49

A Estrada - o filme

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Ainda não li nenhum livro de Cormac McCarty, mas a curiosidade tem andado a tentar-me desde "Este País não é para Velhos". Agora, depois de ter visto "A Estrada", fiquei com a certeza de que tenho mesmo de ler e descobrir Cormac McCarthy!

A jornada de pai e filho por locais inóspitos e em cinzas, num momento em que a luta pela sobrevivência fez com que os homens ultrapassassem os limites da condição humana, é intensa e inquietante.
"A Estada" é isso mesmo: um filme inquietante cujas imagens não se desvanecem quando se acendem as luzes da sala.

15:44

A Terceira Condição

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Mais uma leitura: A Terceira Condição, de Amos Oz.
O cenário é Jerusalém e a personagem central é Efraim (Fima).
Um homem solitário de 54 anos que precisa do pai para as pequenas coisas do quotidiano e que reclama constante atenção dos amigos.
A vida de Fima vai-se desenrolando entre encontros sexuais fugazes (nomeadamente com Nina, esposa do seu amigo Uri), telefonemas inoportunos a Tsvi (amigo dos tempos de estudante por quem nutre uma inconfessável inveja), visitas inconvenientes e a Yael e a Teddy (a sua ex-mulher e o marido desta), momentos de cumplicidade com o filho destes, Dimi, e reflexões sobre o conflito entre israelitas e palestinianos.
Confesso que no início este livro não me prendeu, talvez devido às referências políticas e culturais que não consegui apreender. Mas, a partir de uma determinada altura, fui-me envolvendo na história deste homem-criança que não sabe viver com os outros. Nem sem eles.

16:51

O Carteiro

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Moro num bairro dos arredores de Lisboa. Num lugar onde todos se conhecem pelo menos de vista. Numa rua onde os recém-chegados são alvo de curiosidade e onde a visita diária ao mini-mercado é o ponto alto da vida social de algumas pessoas. É lá que se discute e analisa tudo o que vai acontecendo (e se vai sabendo) e é lá também que as senhoras que não trabalham bebem a sua bica e comem um bolinho.
Hoje de manhã fui lá abastecer-me de fruta e legumes. Até aqui, nada de especial. O caso extraordinário deu-se quando parou uma motorizada que compete em níveis de ruído com as Zundapp de outros tempos.
- Olha! É o carteiro! - E os olhares dirigiram-se quase todos para a porta.
A famosa personagem entrou, despiu o impermeável a pingar, e foi distribuindo sorrisos e cumprimentos.
- Há correio para mim?
- Oh Sr. Carteiro, a minha reforma? Ainda não chegou?
- Hoje não há nada para si.
- Veja lá, não se vá enganar e deixá-la na caixa do 2º dto. Não está lá ninguém e depois é uma carga de trabalhos!
- Fique descansada. Quando chegar alguma coisa, toco à campainha e entrego-a em mão.
E lá foi ele dando explicações como se fosse o médico da aldeia apanhado por descuido à porta da igreja depois da missa de domingo.
- Este tempo... O Sr. Carteiro, coitado, farta-se de apanhar frio e chuva! Deixe lá que eu vou oferecer-lhe umas luvas quentinhas.
- Não é preciso. Não me dá jeito usar luvas. Depois não consigo separar o correio.
- Pois é... Coitado! Olhe, beba um café coma um bolinho, que hoje ofereço eu!
- Isso é que era bom! O café ofereço eu! Eu já lhe tinha dito ontem...
As conversas continuaram, com as velhotas a digladiar-se na negociação das ofertas de bolos e cafés, e eu saí a cantarolar uma música do Sérgio Godinho:

Chegou o carteiro
das nove p'rás dez
e a vizinha do lado
de roupão enfiado
chegou-se à janela
em bicos de pés
e logo gritou:
"traz carta p'ra mim?"
e o carteiro que é gago
espera um bocado
e responde-lhe assim:
"não não não não não
não não não trago nada
só só só só só
só trago o pacote
da sua criada"

19:47

Lisboa à chuva

Publicada por Arisca |


Gosto do aspecto lavado da cidade depois de longos dias de chuva.
Do reflexo das luzes nas poças de água. Dos contornos nítidos dos edifícios. Das cores que ganham vivacidade. Da frescura renovada.
Gosto de tudo isto, mas apetece-me dizer: "Já chega. Não é preciso exagerar!"

21:56

Sono de Inverno

Publicada por Arisca |


Hibernei nos últimos dias. Acordei do meu sono de Inverno muito esporadicamente, mas soube-me bem o silêncio, a paz e o descanso.
A vida prossegue amanhã.

17:27

O meu reino por uma lareira

Publicada por Arisca |


O frio é tanto que até a minha alma está entanguida!

19:34

Livros que mudam vidas

Publicada por Arisca |


Confesso que não é o tipo de leitura que prefiro. Confesso que olho até para alguns títulos com alguma desconfiança. Tenho dificuldade em dar o benefício da dúvida a livros que contêm receitas para uma vida feliz. Ou para famílias exemplares.
Quando ouço "Este livro mudou a minha vida" até me arrepio.
Livros que nos ensinam a viver? - Não me cheira.
Mas é um facto que, com 15 ou 16 anos, numa fase em que as discussões lá em casa ferviam a qualquer hora, sugeri com muita subtileza "Inventem-se Novos Pais" de Daniel Sampaio como presente de Natal. Para mim. Eu li, quem eu queria que lesse também e o convívio não mudou radicalmente, mas serviu para muitas coisas: a mim, ajudou-me a compreender o turbilhão de emoções em que andava afogada. Aos meus pais, serviu para os tranquilizar um bocadinho. À minha irmã, serviu para dizer "Quando tinha a idade "dela" - "ela" era eu - não havia nada disto".
Muitos anos mais tarde li, a conselho da minha psicóloga, um livro cujo título é "A Inutilidade do Sofrimento". Zanguei-me com o que li, sublinhei tudo aquilo com que discordava muito bem sublinhadinho, preparei o meu "contra-ataque" e na sessão seguinte de psicoterapia expus o meu ponto de vista. Depois de me deixar dizer tudo o que queria, riu-se e fez um único comentário: "Pelo menos este livro fê-la reagir!"
Então em que ficamos? - Não sei! Depois da conversa da próxima quinta-feira, na Bertrand do Chiado, logo se vê.

15:00

A Vida em Surdina

Publicada por Arisca |




E foi esta a primeira leitura do ano.
A Vida em Surdina, de David Lodge, é um daqueles livros que não nos deixam descansar enquanto não terminarmos a leitura. Eu li-o de um fôlego só e se, por um lado, não me apetecia fazer pausas, por outro, a partir do momento em que li a primeira metade, dava por mim a tentar abrandar no ritmo para prolongar o prazer.
A trama é relativamente simples, um professor universitário na reforma, que se vê de repente com muito tempo livre, ao mesmo tempo a que assiste ao sucesso da vida profissional da companheira.
Somando a isto, a perda da capacidade de adição -os equívocos provocados pelo problema chegam a ser, em algumas situações, delirantes. E uma jovem americana que se insinua e tenta aproximar dele sem que se compreendam muito bem os seus motivos.
E se pensam "Típico! Um professor sexagenário que se apaixona por uma aluna com idade para ser filha dele...", estão muito enganados. Mas mais não digo.
Gostei particularmente da forma como se começa a desenhar o final nos dois últimos capítulos.
Sobre a tradução, devo dizer que se trata de um trabalho excelente de Tânia Ganho. As soluções encontradas para traduzir jogos de palavras que têm sons semelhantes em inglês e que, por isso mesmo, podem provocar confusão em pessoas com deficiência auditiva parecem-me muito bem conseguidas. As notas da tradutora ajudam bastante na compreensão desses jogos.
Apetece-me deixar aqui a ideia que nos acompanha ao longo do livro: "A cegueira é trágica. A surdez é cómica".

17:23

O Prazer do Café

Publicada por Arisca |



Gosto de café. Do cheiro. Do sabor. Da cor. Da camada de espuma cremosa à superficie.
Café, para mim, tem de ser bebido sem pressa. Degustado. Saboreado.
Com uma colher de açúcar. Bem quente e servido em chávena de louça. Gosto de aquecer as mãos na chávena e café em copo de plástico perde metade do encanto logo à partida.
Gosto de todo o ritual.
O café é um dos meus pequenos-grandes prazeres e agora apetecia-me imenso uma chávena desta bebida inebriante!

16:32

E se trocássemos umas ideias sobre o assunto?

Publicada por Arisca |



É ali, no Sofá Vermelho :)

12:15

Virar a página

Publicada por Arisca |

Foto: http://www.flickr.com/photos/buyie/3154073496/

Três palavrinhas a quem passa por este sofá vermelho: Feliz Ano Novo!
Mais umas palavrinhas: que haja muitas alegrias para escrever nas páginas em branco que se estendem à nossa frente. Haverá certamente algumas tristezas, incertezas, desilusões... É inevitável. Mas que não fiquem páginas em branco. Porque é com palavras que escrevemos a vida.

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