Delírios e Devaneios

Conversas no sofá vermelho...

22:07

Distracções

Publicada por Arisca |



Foto: http://www.flickr.com/photos/nichollsphotos/3010144444/

Ontem ouvi o primeiro-ministro, na entrevista que deu a Miguel Sousa Tavares, dizer com um ar muito indignado: "A mim, ninguém me trata por chefe!". E eu que achava que ele era chefe de Governo! Ando mesmo distraída...

21:27

Um Mimo

Publicada por Arisca |

Hoje a Brown Eyes presenteou-me com este mimo: Dizem as regras que devo dizer o que achei do selo.
O selo é bonito e fico contente por se ter lembrado de mim. Mas o verdadeiro mimo é o prazer de trocar ideias com pessoas que nos tocam sem nos conhecerem. Pessoas que nos dirigem duas palavras simplesmente porque lhes apetece. Pessoas que são tão generosas que nos dão o seu tempo. Pessoas como a Brown Eyes. Muito obrigada!

18:46

Implicâncias minhas

Publicada por Arisca |





Há expressões que me fazem comichão - eu avisei: ando muito comichosa ultimamente.


Uma dessas expressões é "certas e determinadas". Há certas e determinadas coisas que eu não compreendo. Não seria suficiente dizer há certas coisas que não compreendo? Ou há determinadas coisas que não compreendo? Ou, melhor ainda, há coisas que não compreendo? - Há certas e determinadas pessoas que muito gostam de complicar! Digo eu...

21:43

Segunda-feira... outra vez!

Publicada por Arisca |


Os dias da semana não costumam afectar o meu estado de humor.
Mas desta vez... É que nem dei pelo fim-de-semana! Passou a correr e a chover (ainda por cima)! Será que não podíamos passar por cima da segunda-feira? Vá lá! Só desta vez...

17:30

Carta aberta a um aniversariante

Publicada por Arisca |


Tenho um amigo que faz hoje anos.
Perdemos o contacto e não sei se se trata de um afastamento temporário ou não... Mas tenho pena. Tenho pena, porque sinto falta das nossas conversas. Porque os amigos nunca são demais.

E porque nos afectos a distância não se mede em quilómetros, parabéns!

21:40

Qualquer dia.... Foi hoje!

Publicada por Arisca |


Tenho as mãos suadas. O coração parece que vai sair disparado porta afora.
Acabei de enviar a minha candidatura para fazer um estágio numa editora!
Tenho andado a pensar no assunto há muito tempo. Gosto muito de ensinar, sem dúvida, mas adorava poder trabalhar com livros, envolver-me num projecto editorial. Apetece-me sentir o entusiasmo e o deslumbramento de aprender coisas novas. Apetece-me começar de novo. Mesmo que seja em pezinhos de lã, não posso deixar tudo para trás e viver dos sonhos, mas... Hoje foi o dia!
Estou a tentar refrear o entusiasmo, sei que é possível que nem resposta receba. Afinal, não tenho formação específica nem experiência. De qualquer modo... façam figas!

19:46

Pessoas assim provocam-me comichão

Publicada por Arisca |


Há pessoas que não consigo compreender. Lamento, mas não consigo.
Não consigo simpatizar com pessoas cheias de certezas, que acham que sabem tudo, que julgam que têm todas as respostas e a solução para qualquer problema.
Irritam-me aqueles que se dizem "directos e frontais", mas que usam esses adjectivos para justificar a sua arrogância.
Não tenho paciência para quem está cheio de si mesmo e só se consegue ouvir a si próprio.
Quando estou perto de alguém assim, desligo.
Foi o que aconteceu hoje. De um almoço de quatro pessoas que se estendeu por duas horas, ficou-me na memória uma óptima refeição e um longo silêncio pontualmente interrompido por uma irritante voz de fundo.

É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos - Orson Welles

Ela bebeu o café sem pressa, esperou que os dois homens de fato e gravata se levantassem para sair. O que tinha a marca vermelha na testa ia ligeiramente atrás e ela, pelo canto do olho, reparou que ele lhe deixara um pequeno botão metálico em cima da mesa, sem lhe dirigir uma palavra nem o olhar.
Ela pagou, meteu o botão no bolso, levantou-se e ajeitou o casaco por forma a disfarçar a falta do botão das calças.
Dirigiu-se à porta, pensando para si mesma "Não queiras emagrecer, não..."

20:24

Hoje à hora de almoço

Publicada por Arisca |

Foto: http://www.flickr.com/photos/atomicglee/3955129044/

Entrou no restaurante, sentou-se a uma mesa junto à janela e fez o pedido. Era visível o desconforto. Não sei se pelo facto de não ter companhia para o almoço, ou por outro motivo qualquer. Trouxeram-lhe a bebida, uma garrafa de água média, natural, e ela tirou o jornal da pasta. Foi passando os olhos pelas notícias, indiferente ao que se ia passando à sua volta. Não reparou num grupo de cinco pessoas, numa mesa vizinha, em alegre cavaqueira, nem nas suas gargalhadas. Não reparou numa mesa ocupada por dois homens de fato e gravata que iam conversando, e se iam ocupando de pãozinho com manteiga, enquanto esperavam pela refeição. Não reparou num grupo de três mulheres que conversavam animadamente. Não notou o telintar de copos, pratos e talheres, nem na agitação dos empregados que percorriam a sala apressadamente para responder às solicitações dos clientes.
Só havia espaço para ela, para o jornal e para uma ruga, que parecia de preocupação, que lhe desfigurava a testa.
Depois de almoçar, levantou-se, passou por um dos empregados, pediu um café.
Quando voltou, puxou a cadeira para se sentar. No momento em que se sentava, ouviu-se um barulho seco e um dos homens de fato e gravata da mesa em frente não conseguiu reprimir um gritinho. Se de dor ou de surpresa, não sabemos. Levou a mão à testa. Uma marca vermelha, redonda como um botão, manchava-lhe a pele.
Ela corou, desviou o olhar para o jornal, começou a mexer o café. A ruga que antes lhe marcava o rosto desapareceu. Podíamos até vislumbrar a sombra de um sorriso tímido.

20:19

Sol de Inverno

Publicada por Arisca |


Tenho andado comichosa, rabugenta, impaciente, mal-humorada, impertinente.
Como o tempo. Ou não.
É nestes momentos que percebo como é difícil viver comigo. Até para mim!
Hoje tivemos finalmente um dia de sol. Foi dia de abrir portas e janelas e arejar a casa e a cabeça. Foi dia deixar o sol entrar.

20:44

Leva-me Contigo

Publicada por Arisca |


A casa está vazia. Já não mora cá ninguém.
Já não te ouço os passos, nem o riso.

Lembras-te de quando nos sentávamos debaixo da ameixeira do jardim?
Nunca te disse, mas gostava de olhar para ti! Gostava de quando me perdia na imensidão dos teus olhos azuis e reconhecia cada um dos caminhos traçados no teu rosto! Das tuas mãos trémulas que voltaram a ter a suavidade de outrora. Do teu cabelo feito de nuvens de algodão doce.

Lembras-te de quando nos sentávamos debaixo da ameixeira do jardim?
Eu segredava-te doçuras ao ouvido e tu coravas. Pousava o braço nos teus ombros, roubava-te um beijo e tu chamavas-me tonto. Contava-te histórias e tu rias-te.

Lembras-te de quando nos sentávamos debaixo da ameixeira do jardim?
Bebíamos e saboreávamos aquela tranquilidade...

Lembras-te de quando nos sentávamos debaixo da ameixeira do jardim?
Eu fui deixando de te ouvir, tu foste deixando de me falar e fomo-nos habituando à presença silenciosa um do outro.
Tantas coisas que não dissemos!

Ontem não nos sentámos debaixo da ameixeira do jardim.
Já não te ouço nem os passos, nem o riso. Sufoca-me o vazio da tua ausência!
Fechei as janelas. Tranquei a porta. A casa está vazia.

Sento-me debaixo da ameixeira do jardim e é lá que quero esperar por ti.

(Texto recuperado do tempo em que escrevia A Tinta Permanente)

Fábrica de Letras - Aqui fabricam-se palavras, sonhos e emoções.

18:35

A Dona Elisa

Publicada por Arisca |




Foto: http://www.flickr.com/photos/29950717@N05/3791148682/

Como já aqui disse antes, moro num bairro onde toda a gente se conhece, nem que seja de vista.
Cresci neste bairro, saí e voltei uns anos mais tarde. Coisas da vida, mas essa é outra história.
Há uns tempos, fui à farmácia aqui da rua e encontrei lá uma senhora de idade respeitável. Como há por aqui muitas senhoras de idades igualmente respeitáveis e, tirando 2 ou 3 excepções, todas me parecem "iguais", não sei o nome de todas. Voltando à farmácia, encontrei lá uma dessas senhoras, cumprimentei-a e ela fez-me uma grande festa.
- Como está? Há tanto tempo que não a encontrava! E o marido? Ah coitada! Pois... E a mãezinha? Há tanto tempo que não a vejo!
No meio de tanta emoção, achei por bem perguntar-lhe pelo marido.
- Sr. Manuel? Quem é o Sr. Manuel? Está a fazer confusão!
- Ah, desculpe, pois estou! Desculpe, não ligue...
Para ajudar à festa, sentia-me a ficar de todas as cores e sem me lembrar do nome de nenhuma das "velhotas"! Ela acabou de ser atendida, e eu ali, à espera, sem saber para onde olhar.
- Cumprimentos à mãezinha. Diga que lhos manda a Elisa. Ela sabe quem é!
Piscou-me o olho e saiu. Que vergonha! Apetecia-me fugir!

Uns dias mais tarde, contei o que se tinha passado à minha mãe.
- Confundiste as "velhas" - disse ela a rir à gargalhada - A D. Elisa é viúva, a mulher do Sr. Manuel é a D. Conceição....
- E se ela ficou ofendida?
- Não ficou nada!
Hoje a minha mãe foi tomar café comigo ao tal mini-mercado. Quando entrámos, vi logo a D. Elisa. Fiz sinal à minha mãe. Fomos pedir o café e cumprimentámo-la. A minha mãe "atacou" logo o assunto, já perdida de riso:
- Então a minha filha queria arranjar-lhe um namorado?
Ela deu uma gargalhada e desmanchámo-nos as três a rir. Bebemos o café, elas juntaram-se as duas para brincar comigo e no fim desafiei-a para irmos as duas a um baile, por altura dos Santos Populares, para ver quem arranjava primeiro namorado!
Quando nos despedimos, não resisti. Pespeguei-lhe dois beijinhos e um abraço. Dos verdadeiros.
Ficámos um bocadinho emocionadas. Não conheço os motivos da D. Elisa, nem sequer os meus. Não é importante. O que conta é que foi um daqueles carinhos que nos enchem a alma.

Fábrica de Letras - Aqui fabricam-se palavras, sonhos e emoções.

19:51

Adeus! E não volte!

Publicada por Arisca |






É oficial!! O azar foi-se!!!

Participei num concurso, ganhei e recebi hoje o meu prémio: A Ilha debaixo do Mar, da Isabel Allende! Chegou hoje, inteiro, com as páginas todas e sem defeitos de impressão!

Há pessoas que participam em concursos para ganhar viagens, carros, dinheiro... Eu, que nem no Euromilhões jogo, concorro para ganhar um livro! Cada um sabe do que gosta!

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